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O engajamento na educação

Você conhece o modelo de aula invertida?



A sala de aula invertida, é uma metodologia ativa, que traz um novo olhar para o papel desempenhado pelo professor, o modelo de aprendizagem e as responsabilidades assumidas, pelos alunos. Nela, o aluno é o centro do processo de conhecimento, pois ele torna-se o protagonista desse modelo de aprendizado colaborativo, ativo e investigativo.


Seus alunos estão preparados para terem maior flexibilidade, nos estudos?


Sabemos, que cada estudante apresenta um tempo diferente para entender, determinados assuntos.


Nesse modelo invertido, o primeiro contato dos alunos com o assunto a ser estudado, acontece antes da aula, por meio da disponibilização dos recursos (materiais digitais, vídeos, jogos) para o aprendizado. Com isso, o tempo em sala de aula, ou com o professor de forma remota, é otimizado e melhor aproveitado. Com os recursos tecnológicos disponibilizados online pelos professores, há uma maior flexibilidade de tempo para o aluno e isso pode estimular a construção da autonomia e planejamento de prioridades de estudos. Nesse cenário, o papel do professor é supervisionar as pesquisas dos estudantes e orientá-los, sobre os caminhos a serem explorados.


Para o autor do livro "A sala de aula invertida", Jonathan Bergmann, a pandemia trouxe os maiores desafios dos últimos tempos à educação. Ele citou pesquisas sobre o Brasil, que mostram que a aprendizagem dos alunos não evoluiu na pandemia, fazendo com que os estudantes "perdessem" o ano.


O educador diz que este futuro poderá ocorrer dentro das salas de aula, adotando uma outra metodologia, a "Mastery Learning".


Neste conceito, os alunos recebem lições e os conceitos sobre os temas desenvolvidos, e vão avançando "sozinhos", no tempo de cada um, por meio de avaliações monitoradas pelos professores. Na sala de aula, os alunos estão todos juntos, mas, nas lições, cada um está em um estágio.


"A metodologia pode ser feita em qualquer lugar. Eu faço na minha sala, de onde falo com você agora. Os alunos recebem uma lição, e precisam ter uma nota mínima para avançarem. Na minha turma, significa que eles precisam ter 80. E eles têm. Todos os alunos passam. Tenho muito orgulho deles", conta o autor.


Ele afirma que os profissionais da educação, que estão enfrentando os maiores desafios, são aqueles professores com visão mais tradicional da educação: "Eles se veem em frente à sala, ensinando as lições, e isso não funciona no ensino remoto", argumenta o autor na entrevista concedida ao portal G1. Ele ainda acrescenta sobre o aumento da valorização do contato humano e da troca entre os professores e os alunos: "Se teve algo que a pandemia nos ensinou foi o valor do contato 'cara a cara' com o aluno", afirma o educador.


E você, já aplicou essa metodologia em suas aulas?


O que achou dos resultados, na sua turma?


Compartilhe conosco, em nossas redes sociais: @expo_ensino


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