educação

“Inteligência cívica” resposta para os desafios

By 5 de dezembro de 2017 No Comments

Votar é o único trabalho de um cidadão? E se há outros, quais são eles? Quem decide, quem vai fazer estes outros trabalhos – e como eles deverão ser feitos?

Por Douglas Schuler

O conceito de “inteligência cívica” (civic intelligence), aborda exatamente estas importantes questões. Estive pesquisando e ensinando o conceito de “inteligência cívica” há mais de 15 anos e ela pode nos ajudar a entender como as decisões nas sociedades democráticas são feitas agora e, mais importante, como poderiam ser feitas no futuro. Por exemplo, eu e meus alunos usamos a “inteligência cívica” como foco para realizar a comparação de faculdades e universidades. Queríamos ver o quão bem as escolas ajudaram a educar seus alunos para o engajamento cívico e inovação social, e quão bem as mesmas apoiaram este trabalho dentro da comunidade em geral. Meus alunos também praticavam “inteligência cívica”, como a melhor maneira de aprender, isto é, através de projetos do “mundo real”, como o desenvolvimento de um jardim comunitario em uma escola para jovens infratores, por exemplo. Então, o que é inteligência cívica? E por que isso importa?

ENTENDENDO A “INTELIGÊNCIA CÍVICA”
A “inteligência cívica” descreve o que acontece quando as pessoas trabalham em conjunto para resolver os problemas de forma eficiente e equitativamente. É um conceito amplo que mostra como as mudanças acontecem positivamente, podendo ser aplicado em qualquer lugar e assumindo também muitas formas.

Por exemplo, a “inteligência cívica” foi visto na prática, quando representantes de governos do mundo criaram e aprovaram por unanimidade um plano de ação global no ano passado, em Paris. Embora a mudança climática continua sendo uma imensa ameaça, essa cooperação global- envolvendo anos de debate dedicado e discussões acerca do assunto – produziu um quadro comum de ação para a redução mundial de gases do efeito estufa. A “inteligência cívica” acontece quando as pessoas trabalham em conjunto para resolver os problemas. Outro exemplo, é o de prefeitos em todo o mundo estabelecendo redes, como o Parlamento Mundial de Prefeitos, para trazer os eleitos juntos em uma base regular, a fim de discutir questões enfrentadas pelas cidades, tais como habitação, transporte e qualidade do ar. Uma dessas redes, C40 Cities Climate Leadership Group, foi lançada quando representantes das 40 maiores cidades do mundo queriam colaborar para enfrentar a mudança climática. Da mesma forma, milhões de pesquisadores, professores, artistas, outros indivíduos e organizações não governamentais em todo o mundo, estão trabalhando para melhorar as suas cidades e comunidades. Estes esforços são surpreendentemente diferentes.

“INTELIGÊNCIA CÍVICA” HOJE
Existem abordagens mais acadê-micas e contemporâneas também, que incluem:

• A pesquisa do sociólogo Xavier de Souza Briggs sobre como as pessoas do mundo têm integrado os esforços da sociedade civil, organizações de base e do governo para criar comunidades sustentáveis.
• Com uma visão ligeiramente diferente, o pesquisador Jason Corburn, analisou como as pessoas “comuns”, em bairros economicamente desfavorecidos, têm utilizado a “Street Science” para entender e reduzir doenças e degradação ambiental em suas comunidades.
• Elinor Ostrom, recentemente premiado com o Prêmio Nobel de Economia, estudou como grupos de pessoas de várias épocas e lugares “managed resources”, tais como bancos de pesca, bosques e pastagens, trabalham em conjunto para preservar fontes dos meios de vida para gerações futuras.

FAZENDO USO DA INTELIGÊNCIA CÍVICA
A inteligência cívica é geralmente um atributo de grupos. É uma capacidade coletiva de pensar e trabalhar juntos. Defensores e praticantes da inteligência cívica (assim como muitos outros), notaram que os riscos do século XXI, que incluem as alterações climáticas, destruição ambiental e superpopulação, são quantitativamente e qualitativamente diferente dos riscos de tempos anteriores. Eles hipotisaram que esses riscos não são suscetíveis de Por exemplo, a “inteligência cívica” foi visto na prática, quando representantes de governos do mundo criaram e aprovaram por unanimidade um plano de ação global no ano passado, em Paris. Embora a mudança climática continua sendo uma imensa ameaça, essa cooperação global- envolvendo anos de debate dedicado e discussões acerca do assunto – produziu um quadro comum de ação para a redução mundial de gases do efeito estufa. A “inteligência cívica” acontece quando as pessoas trabalham em conjunto para resolver os problemas. Outro exemplo, é o de prefeitos em todo o mundo estabelecendo redes, como o Parlamento Mundial de Prefeitos, para trazer os eleitos juntos em uma base regular, a fim de discutir questões enfrentadas pelas cidades, tais como habitação, transporte e qualidade do ar. Uma dessas redes, C40 Cities Climate Leadership Group, foi lançada quando representantes das 40 maiores cidades do mundo queriam colaborar para enfrentar a mudança climática. Da mesma forma, milhões de pesquisadores, professores, artistas, outros indivíduos e organizações não governamentais em todo o mundo, estão trabalhando para melhorar as suas cidades e comunidades. Estes esforços são surpreendentemente diferentes.

“INTELIGÊNCIA CÍVICA” HOJE
Existem abordagens mais acadê-micas e contemporâneas também, que incluem:

O conceito de “inteligência cívica” (civic intelligence), aborda exatamente estas importantes questões. Estive pesquisando e ensinando o conceito de “inteligência cívica” há mais de 15 anos e ela pode nos ajudar a entender como as decisões nas sociedades democráticas são feitas agora e, mais importante, como poderiam ser feitas no futuro. Por exemplo, eu e meus alunos usamos a “inteligência cívica” como foco para realizar a comparação de faculdades e universidades. Queríamos ver o quão bem as escolas ajudaram a educar seus alunos para o engajamento cívico e inovação social, e quão bem as mesmas apoiaram este trabalho dentro da comunidade em geral. Meus alunos também praticavam “inteligência cívica”, como a melhor maneira de aprender, isto é, através de projetos do “mundo real”, como o desenvolvimento de um jardim comunitario em uma escola para jovens infratores, por exemplo. Então, o que é inteligência cívica? E por que isso importa?

ENTENDENDO A “INTELIGÊNCIA CÍVICA”
A “inteligência cívica” descreve o que acontece quando as pessoas trabalham em conjunto para resolver os problemas de forma eficiente e equitativamente. É um conceito amplo que mostra como as mudanças acontecem positivamente, podendo ser aplicado em qualquer lugar e assumindo também muitas formas.

serem abordados de forma satisfatória pelo governo e outros líderes, sem o envolvimento do cidadão engajado. Eles argumentam que, com ou sem convites formais, o cidadão deve assumir mais responsabilidade para o estado do mundo, especialmente porque em alguns casos, os pró-prios líderes são parte do problema. Pessoas “comuns” poderiam trazer muitas competências cívicas para a esfera pública, como inovação, compaixão e heroísmo que são indispensáveis aos processos de tomada de decisão. Isso é o que trouxe mudanças, como os direitos humanos, fim escravatura e ainda o movimento ambientalista, que foram iniciados por pessoas comuns e não por empresas ou governos.

INTELIGÊNCIA CÍVICA DO SÉCULO XXI
As aulas de educação cívica devem ir muito além de ensinar processos políticos convencionais, mas praticar e ensinar o auto-governo, buscar formas do indivíduo participar ativamente de todos os processos que constroem a sociedade Em um nível básico, “governar” já acontece quando grupos de moradores, organizações sem fins lucrativos ou alguns amigos se reúnem para ajudar a resolver uma preocupação comum. Este trabalho pode assumir muitas formas, incluindo a escrita, desenvolvimento de sites, organização de eventos ou manifestações, reinvindicações, participação em organizações e, até mesmo, realização de tarefas inclusive que seriam consideradas como “postos de trabalho para o governo”. E às vezes atuar na governança de uma sociedade pode significar até mesmo quebrar algumas regras, possivelmente levando a reformas de longo alcance. Por exemplo, sem a desobediência civil, os EUA ainda poderia ser uma colônia britânica e os afro-americanos ainda poderiam ser forçados a andar na parte de trás do ônibus. Como uma disciplina, inteligência cívica fornece um foco amplo que incorpora ideias e descobertas de muitos campos de estudo. Trata-se de envolver pessoas de todas as esferas, diferentes culturas e contextos. Um foco em inteligência cívica, principalmente, nas instituições de ensino, poderia levar diretamente para o engajamento social. E isto nos ajudaria diretamente a equacionar os grandes desafios que temos que enfrentar hoje e no futuro.

DOUGLAS SCHULER – Membro do Conselho do Evergreen State College – Whashington – EUA. Pesquisa e trabalha com Inteligencia Cívica, em várias partes do mundo há 40 anos, possuindo vários livros publicados sobre o tema.

Por exemplo, a “inteligência cívica” foi visto na prática, quando representantes de governos do mundo criaram e aprovaram por unanimidade um plano de ação global no ano passado, em Paris. Embora a mudança climática continua sendo uma imensa ameaça, essa cooperação global- envolvendo anos de debate dedicado e discussões acerca do assunto – produziu um quadro comum de ação para a redução mundial de gases do efeito estufa. A “inteligência cívica” acontece quando as pessoas trabalham em conjunto para resolver os problemas. Outro exemplo, é o de prefeitos em todo o mundo estabelecendo redes, como o Parlamento Mundial de Prefeitos, para trazer os eleitos juntos em uma base regular, a fim de discutir questões enfrentadas pelas cidades, tais como habitação, transporte e qualidade do ar. Uma dessas redes, C40 Cities Climate Leadership Group, foi lançada quando representantes das 40 maiores cidades do mundo queriam colaborar para enfrentar a mudança climática. Da mesma forma, milhões de pesquisadores, professores, artistas, outros indivíduos e organizações não governamentais em todo o mundo, estão trabalhando para melhorar as suas cidades e comunidades. Estes esforços são surpreendentemente diferentes.

“INTELIGÊNCIA CÍVICA” HOJE
Existem abordagens mais acadê-micas e contemporâneas também, que incluem:

• A pesquisa do sociólogo Xavier de Souza Briggs sobre como as pessoas do mundo têm integrado os esforços da sociedade civil, organizações de base e do governo para criar comunidades sustentáveis.
• Com uma visão ligeiramente diferente, o pesquisador Jason Corburn, analisou como as pessoas “comuns”, em bairros economicamente desfavorecidos, têm utilizado a “Street Science” para entender e reduzir doenças e degradação ambiental em suas comunidades.
• Elinor Ostrom, recentemente premiado com o Prêmio Nobel de Economia, estudou como grupos de pessoas de várias épocas e lugares “managed resources”, tais como bancos de pesca, bosques e pastagens, trabalham em conjunto para preservar fontes dos meios de vida para gerações futuras.

FAZENDO USO DA INTELIGÊNCIA CÍVICA
A inteligência cívica é geralmente um atributo de grupos. É uma capacidade coletiva de pensar e trabalhar juntos. Defensores e praticantes da inteligência cívica (assim como muitos outros), notaram que os riscos do século XXI, que incluem as alterações climáticas, destruição ambiental e superpopulação, são quantitativamente e qualitativamente diferente dos riscos de tempos anteriores. Eles hipotisaram que esses riscos não são suscetíveis de Por exemplo, a “inteligência cívica” foi visto na prática, quando representantes de governos do mundo criaram e aprovaram por unanimidade um plano de ação global no ano passado, em Paris. Embora a mudança climática continua sendo uma imensa ameaça, essa cooperação global- envolvendo anos de debate dedicado e discussões acerca do assunto – produziu um quadro comum de ação para a redução mundial de gases do efeito estufa. A “inteligência cívica” acontece quando as pessoas trabalham em conjunto para resolver os problemas. Outro exemplo, é o de prefeitos em todo o mundo estabelecendo redes, como o Parlamento Mundial de Prefeitos, para trazer os eleitos juntos em uma base regular, a fim de discutir questões enfrentadas pelas cidades, tais como habitação, transporte e qualidade do ar. Uma dessas redes, C40 Cities Climate Leadership Group, foi lançada quando representantes das 40 maiores cidades do mundo queriam colaborar para enfrentar a mudança climática. Da mesma forma, milhões de pesquisadores, professores, artistas, outros indivíduos e organizações não governamentais em todo o mundo, estão trabalhando para melhorar as suas cidades e comunidades. Estes esforços são surpreendentemente diferentes.

“INTELIGÊNCIA CÍVICA” HOJE
Existem abordagens mais acadê-micas e contemporâneas também, que incluem:

O conceito de “inteligência cívica” (civic intelligence), aborda exatamente estas importantes questões. Estive pesquisando e ensinando o conceito de “inteligência cívica” há mais de 15 anos e ela pode nos ajudar a entender como as decisões nas sociedades democráticas são feitas agora e, mais importante, como poderiam ser feitas no futuro. Por exemplo, eu e meus alunos usamos a “inteligência cívica” como foco para realizar a comparação de faculdades e universidades. Queríamos ver o quão bem as escolas ajudaram a educar seus alunos para o engajamento cívico e inovação social, e quão bem as mesmas apoiaram este trabalho dentro da comunidade em geral. Meus alunos também praticavam “inteligência cívica”, como a melhor maneira de aprender, isto é, através de projetos do “mundo real”, como o desenvolvimento de um jardim comunitario em uma escola para jovens infratores, por exemplo. Então, o que é inteligência cívica? E por que isso importa?

ENTENDENDO A “INTELIGÊNCIA CÍVICA”
A “inteligência cívica” descreve o que acontece quando as pessoas trabalham em conjunto para resolver os problemas de forma eficiente e equitativamente. É um conceito amplo que mostra como as mudanças acontecem positivamente, podendo ser aplicado em qualquer lugar e assumindo também muitas formas.

serem abordados de forma satisfatória pelo governo e outros líderes, sem o envolvimento do cidadão engajado. Eles argumentam que, com ou sem convites formais, o cidadão deve assumir mais responsabilidade para o estado do mundo, especialmente porque em alguns casos, os pró-prios líderes são parte do problema. Pessoas “comuns” poderiam trazer muitas competências cívicas para a esfera pública, como inovação, compaixão e heroísmo que são indispensáveis aos processos de tomada de decisão. Isso é o que trouxe mudanças, como os direitos humanos, fim escravatura e ainda o movimento ambientalista, que foram iniciados por pessoas comuns e não por empresas ou governos.

INTELIGÊNCIA CÍVICA DO SÉCULO XXI
As aulas de educação cívica devem ir muito além de ensinar processos políticos convencionais, mas praticar e ensinar o auto-governo, buscar formas do indivíduo participar ativamente de todos os processos que constroem a sociedade Em um nível básico, “governar” já acontece quando grupos de moradores, organizações sem fins lucrativos ou alguns amigos se reúnem para ajudar a resolver uma preocupação comum. Este trabalho pode assumir muitas formas, incluindo a escrita, desenvolvimento de sites, organização de eventos ou manifestações, reinvindicações, participação em organizações e, até mesmo, realização de tarefas inclusive que seriam consideradas como “postos de trabalho para o governo”. E às vezes atuar na governança de uma sociedade pode significar até mesmo quebrar algumas regras, possivelmente levando a reformas de longo alcance. Por exemplo, sem a desobediência civil, os EUA ainda poderia ser uma colônia britânica e os afro-americanos ainda poderiam ser forçados a andar na parte de trás do ônibus. Como uma disciplina, inteligência cívica fornece um foco amplo que incorpora ideias e descobertas de muitos campos de estudo. Trata-se de envolver pessoas de todas as esferas, diferentes culturas e contextos. Um foco em inteligência cívica, principalmente, nas instituições de ensino, poderia levar diretamente para o engajamento social. E isto nos ajudaria diretamente a equacionar os grandes desafios que temos que enfrentar hoje e no futuro.

DOUGLAS SCHULER – Membro do Conselho do Evergreen State College – Whashington – EUA. Pesquisa e trabalha com Inteligencia Cívica, em várias partes do mundo há 40 anos, possuindo vários livros publicados sobre o tema.

• A pesquisa do sociólogo Xavier de Souza Briggs sobre como as pessoas do mundo têm integrado os esforços da sociedade civil, organizações de base e do governo para criar comunidades sustentáveis.
• Com uma visão ligeiramente diferente, o pesquisador Jason Corburn, analisou como as pessoas “comuns”, em bairros economicamente desfavorecidos, têm utilizado a “Street Science” para entender e reduzir doenças e degradação ambiental em suas comunidades.
• Elinor Ostrom, recentemente premiado com o Prêmio Nobel de Economia, estudou como grupos de pessoas de várias épocas e lugares “managed resources”, tais como bancos de pesca, bosques e pastagens, trabalham em conjunto para preservar fontes dos meios de vida para gerações futuras.

FAZENDO USO DA INTELIGÊNCIA CÍVICA
A inteligência cívica é geralmente um atributo de grupos. É uma capacidade coletiva de pensar e trabalhar juntos. Defensores e praticantes da inteligência cívica (assim como muitos outros), notaram que os riscos do século XXI, que incluem as alterações climáticas, destruição ambiental e superpopulação, são quantitativamente e qualitativamente diferente dos riscos de tempos anteriores. Eles hipotisaram que esses riscos não são suscetíveis de Por exemplo, a “inteligência cívica” foi visto na prática, quando representantes de governos do mundo criaram e aprovaram por unanimidade um plano de ação global no ano passado, em Paris. Embora a mudança climática continua sendo uma imensa ameaça, essa cooperação global- envolvendo anos de debate dedicado e discussões acerca do assunto – produziu um quadro comum de ação para a redução mundial de gases do efeito estufa. A “inteligência cívica” acontece quando as pessoas trabalham em conjunto para resolver os problemas. Outro exemplo, é o de prefeitos em todo o mundo estabelecendo redes, como o Parlamento Mundial de Prefeitos, para trazer os eleitos juntos em uma base regular, a fim de discutir questões enfrentadas pelas cidades, tais como habitação, transporte e qualidade do ar. Uma dessas redes, C40 Cities Climate Leadership Group, foi lançada quando representantes das 40 maiores cidades do mundo queriam colaborar para enfrentar a mudança climática. Da mesma forma, milhões de pesquisadores, professores, artistas, outros indivíduos e organizações não governamentais em todo o mundo, estão trabalhando para melhorar as suas cidades e comunidades. Estes esforços são surpreendentemente diferentes.

“INTELIGÊNCIA CÍVICA” HOJE
Existem abordagens mais acadê-micas e contemporâneas também, que incluem:

O conceito de “inteligência cívica” (civic intelligence), aborda exatamente estas importantes questões. Estive pesquisando e ensinando o conceito de “inteligência cívica” há mais de 15 anos e ela pode nos ajudar a entender como as decisões nas sociedades democráticas são feitas agora e, mais importante, como poderiam ser feitas no futuro. Por exemplo, eu e meus alunos usamos a “inteligência cívica” como foco para realizar a comparação de faculdades e universidades. Queríamos ver o quão bem as escolas ajudaram a educar seus alunos para o engajamento cívico e inovação social, e quão bem as mesmas apoiaram este trabalho dentro da comunidade em geral. Meus alunos também praticavam “inteligência cívica”, como a melhor maneira de aprender, isto é, através de projetos do “mundo real”, como o desenvolvimento de um jardim comunitario em uma escola para jovens infratores, por exemplo. Então, o que é inteligência cívica? E por que isso importa?

ENTENDENDO A “INTELIGÊNCIA CÍVICA”
A “inteligência cívica” descreve o que acontece quando as pessoas trabalham em conjunto para resolver os problemas de forma eficiente e equitativamente. É um conceito amplo que mostra como as mudanças acontecem positivamente, podendo ser aplicado em qualquer lugar e assumindo também muitas formas.

serem abordados de forma satisfatória pelo governo e outros líderes, sem o envolvimento do cidadão engajado. Eles argumentam que, com ou sem convites formais, o cidadão deve assumir mais responsabilidade para o estado do mundo, especialmente porque em alguns casos, os pró-prios líderes são parte do problema. Pessoas “comuns” poderiam trazer muitas competências cívicas para a esfera pública, como inovação, compaixão e heroísmo que são indispensáveis aos processos de tomada de decisão. Isso é o que trouxe mudanças, como os direitos humanos, fim escravatura e ainda o movimento ambientalista, que foram iniciados por pessoas comuns e não por empresas ou governos.

INTELIGÊNCIA CÍVICA DO SÉCULO XXI
As aulas de educação cívica devem ir muito além de ensinar processos políticos convencionais, mas praticar e ensinar o auto-governo, buscar formas do indivíduo participar ativamente de todos os processos que constroem a sociedade Em um nível básico, “governar” já acontece quando grupos de moradores, organizações sem fins lucrativos ou alguns amigos se reúnem para ajudar a resolver uma preocupação comum. Este trabalho pode assumir muitas formas, incluindo a escrita, desenvolvimento de sites, organização de eventos ou manifestações, reinvindicações, participação em organizações e, até mesmo, realização de tarefas inclusive que seriam consideradas como “postos de trabalho para o governo”. E às vezes atuar na governança de uma sociedade pode significar até mesmo quebrar algumas regras, possivelmente levando a reformas de longo alcance. Por exemplo, sem a desobediência civil, os EUA ainda poderia ser uma colônia britânica e os afro-americanos ainda poderiam ser forçados a andar na parte de trás do ônibus. Como uma disciplina, inteligência cívica fornece um foco amplo que incorpora ideias e descobertas de muitos campos de estudo. Trata-se de envolver pessoas de todas as esferas, diferentes culturas e contextos. Um foco em inteligência cívica, principalmente, nas instituições de ensino, poderia levar diretamente para o engajamento social. E isto nos ajudaria diretamente a equacionar os grandes desafios que temos que enfrentar hoje e no futuro.

DOUGLAS SCHULER – Membro do Conselho do Evergreen State College – Whashington – EUA. Pesquisa e trabalha com Inteligencia Cívica, em várias partes do mundo há 40 anos, possuindo vários livros publicados sobre o tema.